Autônomo ou PJ: quando vale a pena abrir empresa e pagar menos imposto

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Você trabalha por conta própria, fecha um mês bom, olha o extrato e pensa: de novo isso tudo de imposto? Se a cena soa familiar, este texto é pra você. Muita gente que presta serviço como autônomo paga bem mais imposto do que precisaria, só por nunca ter parado pra comparar as contas de virar PJ.

A ideia aqui é direta: mostrar quanto o autônomo paga hoje, o que muda quando você abre empresa e, principalmente, a partir de quanto de faturamento a mudança começa a valer a pena de verdade.

Quanto o autônomo paga de imposto hoje

Quem recebe como pessoa física por serviço prestado cai na tabela do carnê-leão, o imposto de renda progressivo. Conforme o valor sobe, a alíquota vai de 7,5% até 27,5% sobre o que você ganha. Some a isso a contribuição ao INSS, que tira outra fatia todo mês.

Na prática, um autônomo com boa renda pode ver quase um terço do faturamento virar imposto. E, no fim do ano, sem muita coisa em troca.

O que muda quando você vira PJ

Ao abrir empresa, a maioria dos prestadores de serviço entra no Simples Nacional. Nele, os impostos vêm juntos em uma guia só, e a alíquota começa perto de 6% do faturamento, subindo conforme você cresce.

Tem um detalhe que faz toda a diferença pra quem presta serviço: o Fator R. Resumindo, se a sua folha de pagamento, incluindo o seu pró-labore, representa pelo menos 28% do faturamento, a empresa é tributada numa faixa mais barata. É por isso que muita gente sai de quase 27,5% na pessoa física para algo entre 6% e 11% como PJ.

A partir de quanto vale a pena abrir empresa

Não existe um número mágico igual pra todo mundo, mas dá pra usar uma referência. Em geral, quando o faturamento mensal passa da faixa em que o carnê-leão já bate a alíquota máxima, virar PJ costuma sair mais barato. Para muitos prestadores, isso acontece a partir de algo em torno de 3 a 5 mil reais por mês, dependendo da atividade e das despesas.

Abaixo disso, às vezes compensa seguir como pessoa física ou como MEI, que tem limite de faturamento e regras próprias. Acima disso, a economia com a empresa tende a crescer rápido.

Um exemplo pra ficar concreto

Imagine um profissional que fatura 10 mil reais por mês prestando serviço. Como pessoa física, boa parte disso cai na faixa de 27,5% do imposto de renda, fora o INSS. Como PJ no Simples, aproveitando o Fator R, a conta de impostos pode cair para a casa de 6% a 11% do faturamento.

A diferença, ao longo de um ano, costuma dar de sobra pra pagar a contabilidade e ainda deixar dinheiro no seu bolso. É esse tipo de conta que vale a pena fazer antes de decidir.

Mudar não é automático

Virar PJ traz obrigações novas: emitir nota, entregar declarações, manter a contabilidade em dia. Escolher o enquadramento errado, o CNAE errado ou esquecer o Fator R pode fazer você pagar mais, e não menos. Por isso a decisão pede uma análise do seu caso, com os seus números na mesa.

Como saber o que faz sentido pra você

A resposta certa depende de quanto você fatura, do tipo de serviço e das suas despesas. Na Resilcon, a gente faz esse comparativo pra você, mostrando quanto paga hoje e quanto pagaria como empresa, sem enrolação.

Quer ver os números do seu caso? Fale com um especialista da Resilcon e peça seu diagnóstico gratuito.

Este conteúdo é informativo e não substitui uma análise contábil individual. Alíquotas e regras citadas podem mudar conforme a legislação e o seu enquadramento.

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